plus gleich minus

Mensagem do Presidente

O Povo do Concelho de São Vicente conhece-me e sempre se habituou a contar comigo, naquilo que de bom pude fazer para minorar os seus problemas. Tal como em outras situações também agora, neste novo cargo, tudo farei para, em conjunto, melhorarmos as nossas condições de vida, desenvolvendo, de um modo sustentável estas terras, criando emprego e gerindo com rectidão e honestidade os bens públicos. Não Permitirei cumplicidades nem compactuarei com ilegalidades.

Para isso pedirei a colaboração de todos os munícipes e de todas as instituições e forças vivas do Concelho. Todos não somos muitos para, através do empenho e estabelecendo uma relação de simpatia e cordialidade, levarmos a bom termo este propósito!

Acho que o Concelho ultimamente tem passado, para o exterior e não só, uma imagem de tensão e suspeição e tem tido uma Câmara por demais desavinda! Não é isto seguramente que o povo de todo o Concelho deseja.

O Concelho de São Vicente merece outro estatuto. E no que depender de mim esforçar-me-ei para devolver ao nosso Concelho uma maior projecção e dignidade. Todos os munícipes merecem e farei disso a minha meta. Assim Deus me ajude!

Jorge Orlando César de Jesus Romeira

Sexta, 24 Maio 2013

Geminações

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Câmara Municipal de NordesteSão VicenteNordeste (Açores - Portugal): Protocolo assinado a 20 de Maio de 1989.

 

 

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Situado na costa Norte/Nordeste da Ilha de S. Miguel, o concelho de Nordeste está limitado a Sudoeste pelo concelho de Povoação e a Oeste por Ribeira Grande, ocupando uma superfície de 101,5 km2, distribuída por sete freguesias.


O seu relevo consiste no Complexo Basáltico do Nordeste e em filões de andesitos; é bastante acidentado, em grande parte devido às várias erupções vulcânicas a que esteve sujeito e à intensa erosão das águas que, com o passar dos tempos, têm dado origem à formação de vales relativamente profundos.
Todo o território é atravessado por profundas ribeiras e grutas. Todavia, as que possuem cursos de água permanente são as da Salga, das Coelhas, dos Caldeirões do Machado, e do Guilherme ou dos Moinhos.
No concelho é possível encontrar as seguintes formações geológicas: planalto dos Graminhais (900 m), Espigão dos Bois (807 m), Pico Verde (932 m) e Pico da Vara (1105 m), o pico vulcânico mais alto da ilha.

São várias as espécies endémicas nas reservas botânicas do Pico da Vara e dos Graminhais, destacando-se o cedro do mato, o pau branco, o sanguinho, a romania, o folhado, a queiroga, o vinhática e a urze. Podem-se encontrar, ainda, nas áreas do Pico da Vara, Salto do Cavalo, Tronqueira e Pico Bartolomeu, plantas exóticas, tais como: a clethra arbórea, o incenso e a canteira.

O clima é o comum em todo o Arquipélago dos Açores, ameno e húmido, com temperaturas médias que oscilam entre os 14ºC e os 22ºC, e com uma precipitação regular ao longo do ano.

 

Nordeste deve o seu nome, segundo vários historiadores, ao facto de estar situado no ponto cardeal homónimo. Este concelho é também apelidado de «10ª ilha», devido ao atraso e isolamento em relação ao resto da Ilha de S. Miguel.

S. Miguel foi a primeira ilha a ser descoberta em 1427 por Diogo de Silves, tendo-se dado início ao seu povoamento em 1444, através das donatárias, sendo o primeiro governador da ilha, Gonçalo Velho Cabral.

O trigo foi a primeira cultura a registar um grande crescimento, logo seguido do pastel. A fertilidade dos solos e a localização estratégica nas rotas entre a Europa e a América da ilha de S. Miguel justificam o acentuado crescimento económico desta região. O cultivo de trigo, cana-de-açúcar, pastel, urzela, vinho e mais tarde de batata-doce, milho, inhame, linho e laranja, sendo esta exportada em grande escala para a Inglaterra, foram a base da economia dos séculos XVI ao XVIII.

Em 1514, por carta régia de D. Manuel I, foi a povoação de Nordeste foi elevada a concelho, para incrementar o povoamento da região. O Nordeste foi a quarta vila a ser criada nos Açores. A concessão de autonomia administrativa permitiu-lhe crescer ainda mais e tanto assim foi que em 1580 já tinha 182 fogos, a que corresponderiam mais de quatrocentos habitantes. Quando foi criado, o concelho de Nordeste tinha apenas como termo a própria vila e a freguesia de Nordestinho; apesar de a presença deste lugar no território de Nordeste ser até hoje motivo de controvérsia entre diversos autores. Ao iniciar-se o século XIX, Nordeste continuava a registar um certo atraso. Mesmo com a criação, em 1817, de um novo cargo administrativo para Nordeste, o de juiz de fora, a situação não se alterou. Mas esse privilégio conseguido pelo concelho deveu-se à necessidade, que todos sentiram de mudar o sistema jurídico então em vigor. Mesmo assim, os limites administrativos do concelho continuavam a não fazer transparecer a sua real importância.

 

Devido ao relevo e consequente minifúndio, existem dificuldades na mecanização agrícola, pelo que se assiste à invasão da pastagem, sendo a pecuária a principal actividade.
A cultura da batata tem grande importância, chegando mesmo a ser exportada, seguida da do milho; destaque ainda para a silvicultura e para a indústria de lacticínios. Esta é também uma região tradicionalmente ligada à pesca.

 

Actualizado em Segunda, 13 Julho 2009 15:58  
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