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Situado na costa Norte/Nordeste da Ilha de S. Miguel, o concelho de Nordeste está limitado a Sudoeste pelo concelho de Povoação e a Oeste por Ribeira Grande, ocupando uma superfÃcie de 101,5 km2, distribuÃda por sete freguesias.
O seu relevo consiste no Complexo Basáltico do Nordeste e em filões de andesitos; é bastante acidentado, em grande parte devido às várias erupções vulcânicas a que esteve sujeito e à intensa erosão das águas que, com o passar dos tempos, têm dado origem à formação de vales relativamente profundos.
Todo o território é atravessado por profundas ribeiras e grutas. Todavia, as que possuem cursos de água permanente são as da Salga, das Coelhas, dos Caldeirões do Machado, e do Guilherme ou dos Moinhos.
No concelho é possÃvel encontrar as seguintes formações geológicas: planalto dos Graminhais (900 m), Espigão dos Bois (807 m), Pico Verde (932 m) e Pico da Vara (1105 m), o pico vulcânico mais alto da ilha.
São várias as espécies endémicas nas reservas botânicas do Pico da Vara e dos Graminhais, destacando-se o cedro do mato, o pau branco, o sanguinho, a romania, o folhado, a queiroga, o vinhática e a urze. Podem-se encontrar, ainda, nas áreas do Pico da Vara, Salto do Cavalo, Tronqueira e Pico Bartolomeu, plantas exóticas, tais como: a clethra arbórea, o incenso e a canteira.
O clima é o comum em todo o Arquipélago dos Açores, ameno e húmido, com temperaturas médias que oscilam entre os 14ºC e os 22ºC, e com uma precipitação regular ao longo do ano.
Nordeste deve o seu nome, segundo vários historiadores, ao facto de estar situado no ponto cardeal homónimo. Este concelho é também apelidado de «10ª ilha», devido ao atraso e isolamento em relação ao resto da Ilha de S. Miguel.
S. Miguel foi a primeira ilha a ser descoberta em 1427 por Diogo de Silves, tendo-se dado inÃcio ao seu povoamento em 1444, através das donatárias, sendo o primeiro governador da ilha, Gonçalo Velho Cabral.
O trigo foi a primeira cultura a registar um grande crescimento, logo seguido do pastel. A fertilidade dos solos e a localização estratégica nas rotas entre a Europa e a América da ilha de S. Miguel justificam o acentuado crescimento económico desta região. O cultivo de trigo, cana-de-açúcar, pastel, urzela, vinho e mais tarde de batata-doce, milho, inhame, linho e laranja, sendo esta exportada em grande escala para a Inglaterra, foram a base da economia dos séculos XVI ao XVIII.
Em 1514, por carta régia de D. Manuel I, foi a povoação de Nordeste foi elevada a concelho, para incrementar o povoamento da região. O Nordeste foi a quarta vila a ser criada nos Açores. A concessão de autonomia administrativa permitiu-lhe crescer ainda mais e tanto assim foi que em 1580 já tinha 182 fogos, a que corresponderiam mais de quatrocentos habitantes. Quando foi criado, o concelho de Nordeste tinha apenas como termo a própria vila e a freguesia de Nordestinho; apesar de a presença deste lugar no território de Nordeste ser até hoje motivo de controvérsia entre diversos autores. Ao iniciar-se o século XIX, Nordeste continuava a registar um certo atraso. Mesmo com a criação, em 1817, de um novo cargo administrativo para Nordeste, o de juiz de fora, a situação não se alterou. Mas esse privilégio conseguido pelo concelho deveu-se à necessidade, que todos sentiram de mudar o sistema jurÃdico então em vigor. Mesmo assim, os limites administrativos do concelho continuavam a não fazer transparecer a sua real importância.
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Devido ao relevo e consequente minifúndio, existem dificuldades na mecanização agrÃcola, pelo que se assiste à invasão da pastagem, sendo a pecuária a principal actividade.
A cultura da batata tem grande importância, chegando mesmo a ser exportada, seguida da do milho; destaque ainda para a silvicultura e para a indústria de lacticÃnios. Esta é também uma região tradicionalmente ligada à pesca.







